Simples SPL
Simples SPLInteligência aplicada à operação
Dossiê de relacionamento operacional

O que vi em um ano

Este material reúne episódios ocorridos ao longo de um ano de relação da Simples Travel com a Just Travel. São casos que eu já vinha levando, ao longo desse período, a quem entendia ser responsável, sempre tentando buscar uma solução e evitar repetição. O que me preocupa é justamente que, apesar desses alertas, alguns padrões continuam voltando.

Eu não fiz um inventário de tudo que já deu errado. Se fosse esse o objetivo, o documento seria enorme e pouco útil. Eu selecionei situações que, pelo impacto ou pela repetição, ajudam a explicar por que a relação operacional passou a me preocupar.

Just Travel × Simples TravelPeríodo analisado: set/2025 — set/2026Produzido pela Simples SPL

O problema mais recorrente: responder antes de confirmar

Em vários episódios, eu faço uma pergunta, recebo uma resposta segura e, quando algo não fecha e eu confronto a informação, só então há uma apuração mais cuidadosa e a resposta muda.

O ponto não é exigir que o atendimento saiba tudo. “Não sei, vou confirmar” é uma resposta perfeitamente boa.

01
12/12/2025

Pedido 19704: a primeira ocorrência inequívoca desse padrão

O que aconteceu

Eu já estava tratando uma alteração relativamente complexa do pedido 19704. Havia uma parte do pedido que geraria estorno de R$ 7.013,82 e outra alteração que geraria uma diferença menor a pagar. Mesmo assim, recebi uma nova cobrança de R$ 3.175,35, com orientação para gerar link e cobrar o cliente.

Eu questionei por que pedir um novo pagamento se, dentro do mesmo pedido, existia um estorno maior em andamento. A resposta veio às 11:25: “Eu passei o valor da diferença porque não tinha localizado o histórico sobre o que iria ser feito com a diferença da alteração anterior.”

Onde está o problema

Para mim, esse é o primeiro caso em que o padrão aparece de forma inequívoca. O problema não é alguém não ter localizado o histórico. Isso pode acontecer. O problema é não localizar o histórico e, mesmo assim, avançar para uma conclusão e uma cobrança.

Se falta contexto, a resposta que eu espero é “vou conferir”. Não um novo pagamento ao cliente.

Impacto para mim e para a agência

Se eu simplesmente tivesse reproduzido a orientação, teria voltado ao cliente para pedir dinheiro que, naquele contexto, não fazia sentido pedir. Além do ruído financeiro, eu passaria a impressão de que não tenho domínio do próprio processo que estou conduzindo.

Por que este caso importa

É a primeira ocorrência inequívoca desse padrão no material: faltava contexto, mas a resposta já tinha virado uma cobrança. Se eu não questionasse, o ruído chegaria ao cliente.

02
09/01/2026

LEGOLAND: “a única opção” não era a única opção

O que aconteceu

Eu precisava alterar ingressos datados para aquele mesmo dia. A resposta da Larissa foi objetiva: a Just não conseguiria mais cancelar ou alterar e “a única opção” seria o cliente tentar diretamente na porta do parque.

Isso significaria mandar uma família sair de Orlando, fazer um deslocamento de aproximadamente duas horas entre ida e volta e chegar ao parque sem qualquer garantia de solução.

Eu não repassei essa orientação. Liguei diretamente para a LEGOLAND, me identifiquei como agente de viagens da família e consegui fazer a alteração por telefone normalmente. Os novos ingressos foram enviados para o meu e-mail.

Onde está o problema

A frase “a única opção” é o ponto central. Não foi apresentada como hipótese, tentativa ou informação ainda sujeita a validação. Foi apresentada como fato.

E o fato estava errado. A solução existia e era simples o suficiente para eu mesmo conseguir em contato direto com o fornecedor minutos depois.

Impacto para mim e para a agência

Se eu tivesse apenas seguido a orientação recebida, o custo do erro não ficaria dentro da Just. Ele chegaria ao passageiro na forma de tempo perdido, deslocamento, frustração e risco de não conseguir resolver.

Por que este caso importa

Foi a primeira vez em que eu simplesmente não segui a orientação recebida, fui direto à fonte e consegui comprovar, poucos minutos depois, que a solução existia. Para mim, ficou muito evidente a diferença entre dizer “não conseguimos fazer por aqui” e afirmar que “a única opção” era mandar o passageiro até o parque.

03
22 a 30/04/2026

Inter Miami / MLS: aqui o erro virou dano reputacional de verdade

O que aconteceu

Antes do jogo, eu perguntei justamente como aquele ingresso seria entregue e utilizado porque queria deixar a cliente preparada e conseguir ajudá-la rápido se surgisse qualquer dúvida.

Em 22/04, Larissa informou que o ingresso seria transferido por e-mail e que o acesso ocorreria por QR Code no celular, sem necessidade de aplicativo. Eu reconfirmei: bastaria o QR Code? A resposta foi “Isso mesmo!”.

Em 29/04, Raiana reforçou a mesma orientação: o cliente receberia “os QR codes finais” e bastaria apresentá-los na entrada pelo celular.

No dia seguinte, a cliente disse que não tinha recebido o ingresso. Eu procurei com ela exatamente aquilo que a Just havia me orientado a procurar: um e-mail com o QR Code.

No fim, ela encontrou o e-mail. Não havia QR Code anexado. Era uma transferência que precisava ser aceita pelo botão “Accept Tickets”. Depois de aceitar os ingressos, ela ainda precisou usar o aplicativo, justamente a hipótese que eu havia levantado desde o início e sobre a qual pedi confirmação para deixar os passageiros preparados.

Onde está o problema

Esse é, para mim, um dos casos mais graves do histórico porque eu tentei prevenir o problema. Perguntei antes, expliquei exatamente a minha dúvida e ainda reconfirmei a orientação.

Mesmo assim, recebi a mesma informação errada de duas pessoas diferentes. Quando a situação estourou, a própria Letícia reconheceu que era necessário verificar primeiro o tipo específico de ingresso antes de orientar. Era exatamente isso que eu havia pedido que fosse feito desde o início.

Impacto para mim e para a agência

Aqui o risco deixou de ser teórico. Eu registrei no próprio grupo: “dano reputacional efetivo à Simples Travel”. Para a cliente, quem parecia não conhecer o produto que havia vendido era eu. Ela não via os bastidores da Just; ela via a agência procurando um QR Code que nunca seria enviado daquela forma.

Por que este caso importa

Na LEGOLAND eu consegui evitar que a orientação errada chegasse ao passageiro. Aqui não. Eu me preparei com antecedência justamente para prestar um bom suporte e, mesmo assim, a informação que recebi da Just foi o que me colocou em dificuldade diante da cliente.

04
03 e 06/08/2026

Seguro Canadá: eu não precisava da opção “mais segura”, eu precisava da opção correta

O que aconteceu

Uma passageira viajaria exclusivamente para o Canadá. Como a loja não apresentava Canadá de forma clara, eu perguntei qual produto deveria emitir.

Lohan respondeu que o recomendado seria “Múltiplos Destinos”, mas afirmou também que, selecionando Estados Unidos, haveria cobertura para o Canadá.

Eu insisti porque a resposta não fazia sentido para mim e porque “Múltiplos Destinos” era a opção mais cara. Em determinado momento, a orientação passou a ser de que essa seria a opção “mais segura”. Minha resposta no grupo resume bem o ponto: eu não queria a opção mais segura; precisava entregar a opção correta ao cliente.

Só depois disso houve consulta ao time de Produtos. A resposta mudou: a opção correta era “Múltiplos Destinos”. Eu pedi confirmação expressa de que a informação anterior — de que Estados Unidos cobriria Canadá — então não valia. Lohan respondeu: “Isso mesmo!”.

Três dias depois, a mesma passageira efetivamente comprou o seguro pela White Label, em autoatendimento, sem falar comigo. Ela selecionou “Múltiplos Destinos”. Depois da compra, o Pós-Venda veio ao grupo perguntar qual era o país da viagem porque essa informação era necessária para a emissão — mas o próprio fluxo da loja não havia perguntado isso ao cliente.

Eu respondi Canadá porque, por sorte, conhecia a viagem. E fiz a pergunta que resume o problema: “E se eu não soubesse?”. A própria Larissa reconheceu que o sistema deveria solicitar o destino no momento da compra.

Onde está o problema

Seguro não é um produto em que eu aceito trabalhar por aproximação. Eu precisava saber o que estava efetivamente coberto e precisava conseguir demonstrar isso ao passageiro.

Mas esse caso tem uma segunda camada igualmente importante: a cliente fez exatamente o que uma White Label deveria permitir — entrou sozinha, escolheu o produto e concluiu a compra. Se uma informação é indispensável para emitir a cobertura, não faz sentido o sistema deixar de coletá-la e, depois, devolver essa lacuna para a agência resolver manualmente.

Impacto para mim e para a agência

Na primeira parte, uma orientação incorreta poderia me levar a recomendar um produto inadequado. Na segunda, o problema é de desenho do autoatendimento: a compra termina, mas sobra para a agência buscar com o passageiro uma informação que deveria ter sido coletada no próprio checkout. Isso contraria justamente a lógica de autonomia que a loja deveria entregar.

Por que este caso importa

Aqui aparecem juntos dois problemas diferentes: informação de produto respondida antes da validação e um fluxo digital que não coleta tudo de que a operação precisa. Nos dois casos, a agência acaba funcionando como a camada que precisa descobrir e completar o que faltou.

05
18 a 21/09/2026

Fernando: o cadastro em nome da empresa foi “confirmado” e o sistema dizia o contrário

O que aconteceu

Antes de orientar o Fernando, perguntei se o processo poderia ser feito em nome da empresa. Carletto respondeu que iria “checar com o nosso setor”. Sete minutos depois, voltou com uma resposta categórica: se fosse online, o cliente poderia fazer todo o processo de criação de conta em nome da empresa.

Quando o cliente decidiu seguir exatamente por esse caminho, o sistema só oferecia cadastro de pessoa física e CPF.

Carolina então perguntou se não daria para colocar o nome da empresa e inserir o CNPJ no campo CPF. O próprio campo não aceitava isso. Só depois da nova consulta, Joice confirmou que o site não permitia cadastro por CNPJ.

Onde está o problema

Esse caso me incomodou especialmente porque a primeira resposta não veio com aparência de achismo. Ela veio depois de o atendente dizer que consultaria o setor.

Ou seja, eu tinha ainda mais razão para confiar no que estava sendo dito. Foi com essa segurança que eu levei a informação para o cliente. E, quando ele finalmente autorizou a reserva, encontrei um obstáculo que eu havia dito que não existia.

Impacto para mim e para a agência

Foi nesse momento que eu registrei no grupo, de forma expressa, que aquilo era constrangedor, passava imagem de amadorismo e podia minar a confiança do passageiro na agência. Naquele momento, eu mesmo contei como a quarta ocorrência semelhante em um ano. O pedido 19704, já relatado acima, é um antecedente adicional do mesmo padrão.

Por que este caso importa

Foi aqui que eu deixei o problema registrado de forma expressa no próprio grupo e pedi que, diante de qualquer dúvida, fosse preferível aguardar uma resposta confirmada a me fazer levar outra informação errada ao cliente. A Just foi avisada do problema.

06
26 a 28/09/2026

Fernando: antifraude, termo já assinado e reservas já confirmadas

O que aconteceu

Os pedidos 71748 e 71753 foram concluídos em 26/09. A própria Just enviou, para cada um, um e-mail de “Pagamento aprovado” e depois outro de “Reserva confirmada”, com voucher e localizador. No grupo, Stephanie ainda confirmou o 71748 com a frase: “Pedido confirmado!”.

Os próprios e-mails já trazem uma contradição importante. No e-mail de pagamento, a Just informa que o processo antifraude “poderá ser solicitado” e que, nesses casos, o pedido só será confirmado e emitido depois do recebimento dos documentos. No e-mail posterior, já intitulado “Reserva confirmada”, a cláusula restringe essa exigência a compras com utilização em menos de 30 dias — embora essas hospedagens fossem para abril de 2027 — e repete que a documentação deveria anteceder confirmação e emissão. Só que, na prática, a sequência já tinha sido exatamente a oposta: pagamento aprovado, reserva confirmada e voucher emitido.

Dois dias depois, o passageiro recebeu a exigência do antifraude. Minha primeira reação no grupo não foi pedir uma exceção. Eu perguntei quem poderia me explicar aqueles documentos e aquele fluxo. Quando me mandaram apenas os links, repeti que não era isso que eu havia perguntado e pedi com quem poderia discutir a pertinência jurídica do procedimento. Eu não esperava que o atendimento comum tivesse alçada para resolver isso; justamente por isso pedi alguém responsável pelo tema.

Larissa então apresentou uma alternativa: se o cliente não quisesse fornecer os dados, a agência poderia liberar o pedido por meio do Termo da Agência. Eu aceitei imediatamente e deixei claro mais de uma vez que seguiríamos por esse caminho. Ainda assim, parte da conversa continuou voltando ao fluxo do cliente, até que finalmente recebi o formulário para criação do termo.

Preenchi o formulário, o termo foi gerado e eu o assinei. Às 19:49, informei no grupo que o primeiro documento já estava assinado e expliquei que o segundo era uma cópia idêntica do primeiro, inclusive sem qualquer referência a número de pedido.

Lohan respondeu que o primeiro processo seria apenas uma ficha/formulário. Eu então perguntei literalmente: “Você acha que foi isso ou você confirmou que foi isso, Lohan?”. Mesmo diante dessa pergunta, ele reafirmou que se tratava de uma ficha de produção e que ainda faltava a assinatura do termo.

Eu enviei o documento assinado e a prova de que às 19:42 havia recebido o termo e às 19:43 o e-mail confirmando a assinatura por todos. Só então veio a explicação: por serem setores diferentes, eles não conseguiam identificar de imediato quando a assinatura havia sido concluída e iriam consultar o Antifraude.

Depois disso, o ponto central passou a ser outro: o Antifraude queria que eu entrasse em um novo link, fizesse video-selfie, anexasse documento e assinasse outro instrumento com o mesmo texto, a mesma data e sem qualquer referência específica aos pedidos. Eu repeti diversas vezes que o termo já estava assinado e pedi uma explicação objetiva para o efeito adicional daquela nova assinatura. As respostas continuavam voltando ao procedimento — “é necessário concluir”, “o link direciona à video-selfie” — sem responder por que um segundo documento idêntico seria necessário.

Eu também voltei a pedir alguém com alçada jurídica para discutir o assunto. Não houve essa interlocução. Ao final, Lohan informou que não seria possível “dar continuidade” sem a nova etapa e afirmou que a validação precisaria ocorrer “antes de seguirmos com a confirmação”. Foi aí que eu questionei: continuidade e confirmação de quê, se os dois pedidos já estavam pagos, confirmados e com vouchers emitidos?

Onde está o problema

Para mim, esse episódio concentra três problemas ao mesmo tempo.

O primeiro é o mesmo “achismo” que eu havia reclamado sete dias antes. Eu avisei que o documento já estava assinado, perguntei expressamente se a resposta estava confirmada ou era suposição e, mesmo assim, recebi outra afirmação categórica antes da verificação.

O segundo é a dificuldade de a conversa chegar ao ponto central. Eu pedi desde o início alguém que pudesse explicar o termo e o fluxo; depois escolhi expressamente a alternativa da agência; mais tarde expliquei repetidamente que o instrumento já estava assinado e que o novo era idêntico. Ainda assim, boa parte das respostas apenas repetia o procedimento padrão, sem enfrentar o que eu efetivamente estava perguntando.

O terceiro é a contradição do próprio processo. A documentação da Just descreve o antifraude como algo que antecede confirmação e emissão, mas a exigência chegou depois de a própria Just ter aprovado o pagamento, confirmado as reservas e emitido os vouchers.

Impacto para mim e para a agência

Eu passei horas tentando resolver uma exigência interna que surgiu depois de a transação já ter sido apresentada como concluída. Mais grave: esse episódio aconteceu apenas sete dias depois de eu ter registrado formalmente que respostas não validadas já haviam me exposto perante clientes e pedido exatamente que isso não voltasse a acontecer.

Por que este caso importa

Esse episódio ocorreu sete dias depois do meu pedido expresso para que as informações fossem validadas antes de chegar à agência. Por isso ele pesa tanto para mim: o problema já havia sido apontado e voltou a acontecer no mesmo cliente.

Outros casos, tão ou mais graves, com outras origens

Nem todos os problemas que considero graves têm a mesma origem. Estes casos precisam ser vistos separadamente.

Beatriz Lucca: o nome correto foi alterado por suposição e a primeira correção também estava errada

O pedido tinha o nome correto, Beatriz Lucca. O ingresso foi emitido como Beatriz Leal. Quando eu questionei, a explicação foi que isso havia acontecido “por se tratar do mesmo sobrenome da família”. Beatriz não era Leal. Era namorada de um passageiro que tinha esse sobrenome.

Para mim, esse é um erro de outra natureza e talvez um dos mais desconfortáveis do histórico: um dado que estava certo foi substituído por uma inferência humana.

A Just enviou depois um ingresso corrigido e informou que o fornecedor havia conseguido ajustar sem necessidade de cancelamento. Vinte dias mais tarde, recebi outro documento e a orientação de que o anterior não deveria ser usado. Só depois de eu insistir veio a explicação: a primeira correção havia sido feita sem cancelar e reemitir, embora esse fosse o procedimento correto. A própria Just reconheceu “uma falha operacional na forma como o ajuste foi feito inicialmente”.

Na prática, eu entreguei à cliente um documento recebido como corrigido e, semanas depois, precisei substituí-lo novamente porque aquela primeira correção não tinha seguido o procedimento correto.

Just Academy: o prêmio continua sendo um problema — e a forma como o caso foi conduzido agravou tudo

Eu participei online do Just Academy, venci o quiz e, ao final, houve uma controvérsia pública sobre a validade da minha vitória. Na mesma noite, procurei a Nicolly, enviei o vídeo do próprio evento que, para mim, comprova que a participação online havia sido autorizada e contestei a mudança de critério aplicada depois do resultado.

O prêmio não é um detalhe lateral desse caso. Ele continua pendente. Eu não renunciei a nenhum item da premiação que entendo ter conquistado e continuo aguardando uma solução definitiva da Just.

Naquela conversa, Nicolly respondeu que providenciaria o ingresso e também quatro noites. A composição completa da premiação, porém, não ficou resolvida. Ao mesmo tempo, a forma como a reversão foi feita ao vivo me causou um constrangimento que eu registrei imediatamente. Eu me senti colocado publicamente na posição de alguém que havia tentado burlar a dinâmica, quando eu havia participado de forma aberta e, na minha compreensão, dentro da regra anunciada.

Dez dias depois, ninguém havia entrado em contato. Um mês depois, eu ainda não tinha uma solução concreta. Nicolly me direcionou ao Gustavo dizendo que o caso estava com ele. Ao chamá-lo, a primeira resposta foi: “Me conte o que está pendente?”.

Mais tarde, em áudio, Gustavo confirmou que estava no evento, que estava ciente e disse expressamente que “houve um desentendimento”. A proposta apresentada por ele foi uma hospedagem pelo mesmo número de diárias e ingresso do SeaWorld. Eu contestei imediatamente porque essa não correspondia, na minha leitura e no registro que fiz do evento, à premiação original. Durante aquele mês de silêncio, inclusive, alguns itens haviam perdido utilidade prática, como o jogo do Orlando Magic, cuja temporada regular já havia terminado.

Na minha própria resposta em áudio eu registrei os demais itens que entendia fazer parte da premiação, entre eles Discovery Cove, Busch Gardens e a hospedagem no resort específico. Essa discussão continua pendente. Não considero que a proposta apresentada tenha encerrado o caso e não houve, da minha parte, qualquer renúncia ao que foi anunciado.

O fluxo de informação precisa melhorar. Há muita coisa truncada ou confusa.

Há também problemas que não são exatamente respostas erradas. Em vários momentos, a informação existe, mas chega truncada, tarde ou depende de uma intervenção manual que poderia estar prevista no próprio fluxo.

21/05/2026

Disney: não pode virar um “jogo de adivinha”

Uma passageira não conseguia vincular o voucher Disney. Primeiro surgiu a dúvida sobre qual número usar. Depois, a orientação passou a ser testar combinações diferentes de sobrenome, como “Biesdorf Ely” ou apenas “Biesdorf”.

Eu não tenho problema com uma particularidade do fornecedor. O que me incomoda é quando essa particularidade não está claramente documentada. Se o passageiro precisa usar um número específico e o nome precisa estar em um formato específico, isso deveria estar explícito no voucher ou em uma orientação que acompanhe a emissão. Como escrevi no grupo: “Zero problemas, desde que haja informação e orientação clara. Não dá para ser um jogo de adivinha.”

No fim, eu consegui fazer a vinculação por telefone para a cliente. Funcionou, mas novamente porque a agência absorveu uma etapa que poderia estar muito mais clara desde o início.

↗ Tentativas de combinações de sobrenome↗ Meu feedback sobre o voucher↗ “Não dá para ser um jogo de adivinha”
17/06/2026

O executivo da conta saiu e eu descobri tentando falar com ele

Pedro era meu ponto focal e eu ainda tinha assuntos pendentes quando descobri, por acaso, que ele havia saído da Just. A empresa estava reformulando o modelo de executivo de contas, o que é uma decisão legítima. O problema é eu descobrir a mudança porque tentei falar com alguém que já não estava mais lá.

Uma troca dessas deveria vir acompanhada de uma transição simples: quem saiu, quem passa a responder e o que acontece com as pendências abertas.

↗ Feedback sobre não ter sido avisado↗ Reformulação do modelo de executivo de contas
17/06/2026

Disney Travel Agents: uma mudança importante ficou invisível para quem dependia dela

No mesmo dia, fui atrás de uma vinculação ao Disney Travel Agents que estava pendente desde abril. A resposta foi que o código havia sido atualizado e seria necessário fazer novo cadastro. Eu simplesmente não tinha sido avisado da mudança.

É outro exemplo de informação operacional que só apareceu porque eu fui procurar. Se uma alteração de código torna um processo anterior inválido, quem está com esse processo pendente precisa ser avisado.

↗ Pendência desde abril↗ Código havia sido atualizado↗ Registro de que não fomos avisados
20 e 21/08/2026

Cirque du Soleil: por que a sessão não é perguntada durante a própria compra?

Uma passageira queria comprar o Cirque du Soleil para uma data com duas apresentações, 17:30 e 20:00. A White Label permitia escolher a data e a categoria, mas não perguntava qual sessão ela queria.

Depois de esclarecer no atendimento que “sessão” significava o horário da apresentação, fui orientado a avisar o horário pelo grupo depois da compra. Aí surgiu outra questão: a disponibilidade ainda dependeria da validação final do time de emissão.

Esse caso se parece muito com o que aconteceu no seguro Canadá. Nos dois, o cliente consegue concluir uma compra na White Label sem informar durante o fluxo uma informação necessária para executar corretamente o serviço. No seguro era o país de destino; aqui, a sessão escolhida.

Neste caso, o impacto foi pequeno porque eu estava acompanhando a passageira em tempo real. Assim que ela concluiu o pedido, voltei ao grupo com o número correto e informei que queria a sessão das 20:00. Funcionou. Mas funcionou porque havia acompanhamento manual naquele momento; o fluxo poderia perfeitamente ter coletado essa escolha antes do pagamento.

Também deixei outro feedback separado: se a venda ainda fica sujeita à disponibilidade final, essa condição precisa estar clara no próprio processo de compra.

↗ Pergunta sobre escolha do horário↗ Esclarecimento de que “sessão” era o horário↗ Disponibilidade sujeita a validação final↗ Pedido para inserir a condição no fluxo de venda

Disney Halloween: aqui eu também errei — e faço questão de dizer isso

17/07/2026

O que aconteceu

Dois passageiros, em pedidos diferentes, estavam fazendo o processo de compra e conseguiram selecionar ingressos infantis para crianças de 11 e 10 anos. Na época, o box de seleção não mostrava de forma clara que a categoria infantil Disney ia somente até 9 anos e o sistema permitia escolher aquelas idades como criança.

A inconsistência apareceu na etapa seguinte. Ao informar as datas de nascimento, o sistema corretamente não aceitava um ano compatível com aquelas idades dentro da categoria infantil. Foi aí que o nosso próprio atendimento errou: orientamos os passageiros a concluir usando o ano que o sistema aceitava, partindo da suposição de que “devia ser um bug”.

Esse era o momento de interromper a compra e investigar. Se tivéssemos feito isso, chegaríamos imediatamente à regra que eu, como agente Disney treinado, conhecia: a partir de 10 anos, o ingresso é adulto. Eu estava com outras coisas naquele momento, não percebi a inconsistência e a orientação da Simples Travel contribuiu diretamente para que as compras fossem finalizadas erradas.

Como eu vejo a responsabilidade

Eu não tento empurrar esse erro para a Just. O sistema ajudou a criar a situação porque permitia uma seleção de idade incompatível com a própria categoria e não trazia ali o limite de 9 anos — algo que depois foi corrigido. Mas nós também tínhamos conhecimento suficiente para barrar a operação e não barramos. O problema é da Simples Travel também, e eu assumo isso.

O que eu esperava da Just depois do erro

Quando identifiquei o que realmente tinha acontecido, procurei a Just para tentar corrigir. A resposta foi que os ingressos do Halloween eram não reembolsáveis, que não havia alteração possível por ali e que eu deveria tentar diretamente com a Disney.

Foi o que eu fiz. Entrei em contato com a Disney, me apresentei como agente de viagens e consegui resolver a correção diretamente.

O que eu senti falta, a partir daí, foi de suporte para tentar a solução junto comigo. Mesmo quando o erro é da agência, eu espero do parceiro alguma atuação para ajudar a corrigir, e não apenas a orientação para procurar o fornecedor por conta própria.

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Relatório comercial de outra agência

Em agosto, eu recebi um relatório da Simone Sato Turismo em vez do relatório da Simples Travel. O documento trazia nomes de clientes, números de pedidos, valores de venda e comissões.

Assim que percebi o erro, avisei a Just para que pudesse corrigir e apurar. Não usei o episódio para pressionar ninguém. Minha postura foi a que eu esperaria de um parceiro diante de um incidente grave.

O problema não ficou restrito à Simples Travel e teve repercussão mais ampla na operação. Eu o mantenho separado porque é um incidente de confidencialidade, com natureza diferente dos demais casos deste material.

Outras ocorrências que ajudam a completar o quadro

Algumas ocorrências não justificam um capítulo próprio, mas ajudam a completar o histórico.

DataOcorrênciaLeituraHistórico
22/09/2025Domínio da White LabelPedro afirmou “Tá tudo certinho!” antes de go.simples.travel efetivamente apontar para a loja correta. Eu vejo como um antecedente menor do mesmo hábito de confirmar cedo demais.↗ Abrir
14/10/2025Cotação para 2 adultos + 1 criançaA composição foi informada corretamente e a primeira cotação veio para apenas 1 adulto. Foi corrigido depois do meu alerta.↗ Abrir
20 e 21/10/2025Produto Universal diferente do solicitadoO erro original da compra era nosso, mas, ao pedir uma troca específica, recebi inicialmente cotação de outro produto. Corrigi antes da execução.↗ Abrir
22/03/2026Estoque x anticambismoPerguntei por disponibilidade e a primeira explicação foi uma regra de anticambismo. Quando esclareci a pergunta, foi reconhecido que era indisponibilidade de estoque.↗ Abrir
27/08/2026Passageiro no hotel sem reserva localizadaO cliente chegou ao hotel e ouviu que não havia reserva. A Just respondeu rápido, forneceu o HCN e ajudou a destravar. Eu não tenho base para atribuir a origem do erro à Just e, por isso, não o trato como falha dela.↗ Abrir

O que eu quero discutir com a Just

Eu quero continuar trabalhando com a Just e quero que essa relação funcione melhor. Ao longo deste ano, sempre que identifiquei um problema, procurei quem entendia ser responsável e tentei contribuir para a solução. O que me trouxe até aqui foi perceber que alguns dos mesmos problemas continuam voltando.

Minha principal preocupação é simples: eu não posso descobrir diante do cliente que uma informação que recebi como certa ainda não havia sido confirmada.

Confirmar antes de responderQuando houver dúvida, prefiro receber “vou confirmar” e esperar alguns minutos do que receber uma resposta rápida que depois precise ser corrigida.
Não perder o contextoQuando um caso passa por mais de uma pessoa ou setor, alguém precisa acompanhar o que já foi discutido e o que ainda falta resolver.
Colocar a informação no fluxoSe um dado é necessário para emitir ou executar um serviço, o ideal é que o próprio processo de venda o peça e explique o que o cliente ou a agência precisam fazer.
Dar retorno sobre o que foi corrigidoQuando eu aponto um problema, quero saber se ele gerou alguma mudança. O que mais desgasta é reencontrar meses depois um padrão que já havia sido reportado.
Simples SPLDocumento produzido pela Simples SPL · uso restrito